21 de agosto de 2020

Almagis discute o combate à violência doméstica em Alagoas

Juízas Ana Florinda Dantas e Marcella Pontes destacaram a necessidade de erradicar esse problema social

 

 

A necessidade de combater o crime de violência contra a mulher foi o tema da live da Associação Alagoana de Magistrados (Almagis), que foi ao ar nesta sexta-feira (21), no perfil do Instagram da entidade de classe @almagis.al.

A vice-presidente Cultural e Pedagógico da Associação, juíza Ana Florinda Dantas, conduziu a live, que teve a participação da juíza Marcella Pontes, da Coordenadoria da Mulher do Tribunal de Justiça de Alagoas. Durante a transmissão, as magistradas destacaram que a luta para combater a violência contra a mulher no Brasil deve ser constante. “Estamos em Agosto, mês de combate à violência doméstica. Mas essa é uma luta que tem durar o ano todo. É preciso conscientizar a sociedade para a gravidade desse crime, e trabalhar a mentalidade das pessoas, para que elas não achem que é normal o marido bater na esposa, porque isso é crime”, ressaltou Marcella Pontes.

Ana Florinda destacou a importância de projetos como o Filhos de Maria, que atende não só a vítima, como também seus filhos: “Quando um lar é marcado pela violência doméstica, não é só a mulher que sofre, os filhos também. É toda uma família que sofre. Por isso projetos como o Filhos de Maria é tão importante”. Marcella Pontes acrescentou que o foco do projeto é evitar a proliferação dessa violência. “Essas crianças, que crescem em um lar marcado pela dor não podem ser replicadoras dessa violência. É preciso garantir uma assistência psicológica a elas, para que esse ciclo se quebre e no futuro possamos erradicar esse crime”, acrescentou.

O papel da sociedade também foi discutido durante a live. Para as juízas, é fundamental que todo mundo denuncie quando souber de alguma mulher que é vítima de abusos. “Nós temos sim o papel de intervir quando percebemos que alguma mulher está sendo vítima de uma violência. Precisamos denunciar para romper com esse ciclo, para dar a essa mulher outras oportunidades, outros meios para ela sair desse ciclo e para que ela possa realmente ser feliz”, afirmou a juíza da Coordenação da Mulher do TJAL.

Ao final, as magistradas lembraram que a magistratura e o Poder Judiciário estão sempre prontos para atender a qualquer mulher vítima de violência.

 

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